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BRANCA DE NEVE, UM CONTO CONTEMPORÂNEO

 “Narciso acha feio o que não é espelho”, diz o poeta. O narcisismo parece ser o que move a Rainha. Refiro-me ao irretocável episódio da Rainha Má e seu Espelho Mágico, no clássico Branca de Neve e os Sete Anões (1937), na versão cinematográfica de Walt Disney.

Como se sabe, a Rainha invoca o Espelho Mágico para que ele exerça suas funções de espelho. Ele deve refletir a imagem da Alteza, mostrando-a como a mulher mais bela do reino. No entanto, um espelho comum reflete a imagem do que está diante dele, não mais do que isso. Seria uma interpretação um tanto sem graça da história ver na Rainha uma tola, que estaria ali na frente do espelho para ela mesma dar respostas sobre a sua beleza, como quem fala de si sem saber que se trata de autoelogio. Nada disso. Um espelho não pode contar para a Rainha sobre a sua beleza, brindando-a com o elogio de “a mais bela entre todas as mulheres do mundo”. Mas a Rainha Má possui no Espelho, na figura de um espírito aprisionado e tornado escravo, aquele que pode averiguar em todo o reino a existência de mulheres belas e fornecer de pronto o resultado da comparação. Essa é sua capacidade. Ele é exatamente isso: um espelho mágico. Trata-se de um espírito que tudo vê, que faz a ronda territorial em forma de mapa da empresa Google, bisbilhotando e registrando as belezas femininas em suas poses mais íntimas. É uma espécie de caça-misses. Desempregado pela Rainha, ele certamente poderia conseguir espaço em uma agência publicitária, na busca de garotas para comerciais, concursos ou meras safadezas. Poderia indicar para influencers por aí suas vocações para contas no Only Fans.

Significativamente, o Espelho é retratado por meio de uma máscara clássica do teatro, a máscara grega. Disney não parece ter construído esse personagem por um capricho aleatório. Assim, a figura do espírito aprisionado no Espelho é, antes de tudo, a de um ator desenvolvendo a sua peça, um encenador. Por isso mesmo, sendo um elemento do palco teatral, o Espelho tem a fama de sempre dizer a verdade, ao mesmo tempo que, por condição profissional de ator, jamais precisaria falar a verdade. Por definição, sendo uma figura investida pela máscara clássica do teatro, ele está a serviço da ficção. Trata-se de um personagem que deve dizer o que a Rainha quer ouvir. Um espelho catártico, como o teatro faz, o que foi bem percebido por Aristóteles. Nesse sentido, o Espelho Mágico é, ao mesmo tempo, um espelho comum: se é um espelho que vive na privacidade da Rainha, o que veria senão a própria opinião da Rainha sobre si mesma? Passam-se os anos, e a Rainha jamais envelhece perante o seu serviçal no interior do Espelho, que, como já dito, não tem problema algum com a inverdade — sua profissão é o teatro! Aliás, não podemos deixar de notar que a Rainha, quando do chamamento do escravo, está efetivamente teatralizando – Disney acentua essa situação. Como dissemos, se o Espelho é um espelho, pode-se pensar que a máscara teatral mostrada na sua superfície é a própria Rainha refletida. É a Rainha Narciso. A Rainha Artista ou, sendo mais justo, a Rainha Subcelebridade. Peter Sloterdijk diria: a Rainha é, na verdade, aquilo que todos nós somos, especialmente nessa nossa época de proliferação de imagens que parecem ser a única garantia de existirmos: uma histérica. O histerismo é a teatralização de si mesmo. Sai o narcisismo, entra o histerismo.

Diferentemente de todas as outras cenas do filme, nesse caso, no episódio do encontro entre a Rainha e o Espelho, tudo se passa como em um palco, e o ritual efetivado é bem claro, a Rainha teatraliza e se sugestiona. Ela recorre aos serviços do Espelho com uma entonação de voz especial. Suas vestes não são propriamente de rainha e lembram as de um personagem que, junto com o escravo no interior do Espelho, que está entre labaredas, apresenta uma cena de alto grau de erotismo. É a cena no interior da cena cinematográfica. Disney faz propositalmente uma metacena. É necessário que possamos ver a Rainha e sua imagem no espelho, a imagem do rosto teatral. O resultado de tudo isso é que o Espelho atua como um smartphone munido de uma inteligência artificial. O Big Data é acionado para dar o recenseamento instantâneo do reino, trazendo a informação sobre todas as mulheres e apontando então a mais bela.

O Espelho iria continuar a mentira, faria o seu trabalho ficcional segundo o script de sempre. Mas a resposta foge daquela que seria normal e corriqueira. Tolhido de modo abrupto pelos seus algoritmos interiores, ele fala, quase sem querer, que detectou algo estranho no reino. O problema da Rainha surge, então, de forma inesperada: Branca de Neve é a mais bela. Mas não é exatamente assim que funciona o nosso espelho mágico, o smartphone que nos absorve na infosfera? Ao acioná-lo, a Rainha pôs seus gostos no aparelho, e o algoritmo que dá a trama da infosfera devolveu exatamente o que ela procurava: a juventude. Branca de Neve era a figura que ela buscava para representar a si mesma, e o algoritmo impecavelmente devolve o que ela forneceu, segundo o seu rastro de consumo. A Rainha não deixava de procurar calcinhas e sutiãs de jovens no comércio da infosfera, e recebeu de volta a mercadoria própria a quem se quer jovem. Esse é um serviço que conhecemos bem, pois somos assíduos usuários do PageRank. A ia não pensa, ela simula pensamento ao trabalhar com dados em excesso e está programada para nos dar o “divíduo”, como escreveu Deleuze, o homem dividido segundo seu consumo setorizado.

O Espelho-Escravo-ia possui tamanha abundância de dados e seus algoritmos são tão dirigidos no sentido de fornecer o que a Rainha efetivamente procura, que sua resposta se parece com a de quem capta o subconsciente de quem o utiliza. Muitos na infosfera acreditam nos poderes mágicos de algoritmos que parecem não só serem capazes de pensar, como até mesmo de desvendar o segredo íntimo de cada um de nós. Não falta quem possa dar aos processos algorítmicos capacidades psicanalíticas! Talvez possamos falar em capacidades mágicas, como de fato é o caso do Espelho-Escravo. Ele é um espelho mágico. Ou melhor, ele é o espelho que revela o fetiche próprio do capitalismo.

O capitalismo financeiro é o suprassumo do mundo fetichizado. As mercadorias adquirem poder sobre os homens. O dinheiro-mercadoria adquire funções demiúrgicas. A internet, em seu poder de simbiose vital com o capitalismo financeiro, reproduz poderes. Gera algoritmos, que são sequências lógicas mortas, em seres com alma e que estão vivos, ou assim se parecem. Como o Espelho, essas almas nos seduzem ao nos dizer quem somos nós. Não precisamos ser o que o Espelho diz, mas acabamos nos convencendo de que somos. Pois, afinal, no que consumimos também não há algo de nós? A Rainha buscava a juventude, e assim veio a resposta: capture a condição de Branca de Neve, substitua a jovem e será a mais bela do reino, novamente, como sempre foi. Se o Outro aparece, não é o caso de ele não importunar? O script era sempre o mesmo, não era tranquilizador e prazeroso? O Outro é um incômodo. Afinal, sem o outro, o mundo não se garante – uma observação pertinente de Deleuze.

A partir daí, da resposta do Espelho para a Rainha, toda a trama se desenvolve abruptamente: a ordem da Rainha havia sido para que o Caçador matasse Branca de Neve. Deveria trazer o coração da garota como prova. O detalhe aqui é importante: o coração! Nenhuma outra parte do corpo é exigida, ainda que houvesse outras partes que decerto funcionariam muito mais como prova, pois trariam traços de Branca de Neve, como um olho, um dedo – os neurocientistas (!) pediriam, com o dr. Hanibal, um pedaço de cérebro? Mas a Rainha quer a bomba de sangue. O coração é órgão do amor, a porta para o erotismo. É efetivamente ele a fonte da juventude. Também é a chance de reerotização daqueles que, uma vez na infosfera, perderam o corpo, foram modulados como conjuntos informativos e não sentem mais nenhum prazer ou dor. As levas de frustrados do amor que vagueiam nas redes sociais! O coração poderia vir em uma caixa da Amazon, no endereço da Rainha. Qualquer coração serviria. Era uma metáfora. Mais um elemento de sugestão do que qualquer outra coisa. Exatamente o que vem da Amazon ou do Mercado Livre: algo que chega em casa e nos proporciona a alegria do correio, mais do que a alegria do produto. O que comemoramos é a chegada do produto, não ele próprio. Por isso, o Caçador não teve nenhuma dificuldade em mandar o coração de um animal, e não o de Branca de Neve. Claro que a Rainha não poderia distinguir o simulacro do real em um mundo do simulacro da imagem feita para enganar. Aliás, um coração hiper-real, pois se tratava de um coração de um cervo passando-se por coração humano: o mais selvagem coração no lugar do coração civilizado. Eis aí uma das regras da produção do real exagerado, a sua selvageria.

Em um mundo em que saímos da fábrica para adentrar na “fábrica social”, como está em Antonio Negri, em que maquinizamos a subjetividade, por que iríamos, afinal, ganhar de fato um coração verdadeiro? O que faríamos com ele? Como usaríamos um órgão que funciona de maneira hospedeira em um corpo? Teríamos de nos corporizar. A infosfera é o acúmulo de dados, não de carne e pensamento. A inteligência artificial é celibatária, escreveu Baudrillard.

Branca de Neve, como o efetivamente Outro, é cancelada — para usarmos um vocabulário da infosfera que, enfim, daqui a poucos anos não significará nada. Bem, mas essa é outra história. Voltemos à nossa trama.

O problema da trama, é que, cedo ou tarde, chegaria aos ouvidos da Rainha que Branca de Neve não havia sido eliminada. O Espelho Fofoqueiro, ele próprio, traz a notícia. Quem quer as coisas faz por si mesmo, não pede ou manda fazer. Do your self – o lema da autenticidade moderna, como bem notou Lipovetsky. Munida dessa nova ideia, a Rainha resolve ir pessoalmente dar cabo da menina bonita. Mas tem, agora, de mostrar autenticidade. Travestida de velha, a então autêntica Bruxa, sai como camponesa vendendo maçãs pela floresta. Prepara na cesta de maçãs aquelas que estariam envenenadas. As que colocariam Branca de Neve em sono profundo.

A Bruxa caminha para a casa em que vive Branca de Neve, acobertada pelos seus cúmplices, os tais sete mineiros, todos eles vítimas de nanismo. No momento, todos eles estão trabalhando na mina. A Bruxa oferece para Branca de Neve as maçãs. A moça não faz outra coisa senão pensar naqueles anões, e quis experimentar as maçãs para ver se eram boas para uma torta para seus pimpolhos. Ao morder a maçã, nem bem o veneno chegou ao sangue, e Branca de Neve entra em uma espécie de coma induzido. Só deveria despertar pelos poderes de Eros, ou seja, o beijo de um homem com dotes de nobreza que garantissem virilidade. Não deu outra, o príncipe não tardou. Claro que, antes, procurou saber se os anões tinham mesmo a vocação de eunucos, mesmo não o sendo. Pelo bem e pelo mal, o príncipe sabia que tinha que cumprir o destino posto pelo conto, e tratou de acreditar logo que Branca de Neve tinha a fama de mais virgem que menina afegã solteira.

Mas, enfim, se Branca de Neve e seu Príncipe viveram felizes para sempre, o que foi feito da Bruxa? 

Famoso por amenizar situações, Disney nem sempre poupa as crianças, como se pensa. Sua fama assim se fez no interesse comercial. Disney não é menos sádico que outros de Hollywood. O script de Disney nunca é tão simplificador quanto ele próprio fez constar na sua fama. Na peça do cinema, a velha Bruxa corre, perseguida pelos anões, em um cortejo tão bizarro e tenebroso quanto quaisquer outros promovidos pela Inquisição e populações locais, coisa que a história registrou. Na fuga, ela acaba por rolar em um despenhadeiro, depois que a pedra que tenta mover é atingida por um raio. Claro que foi assassinato, linchamento, levado a cabo pelos anões. Eles se sentiam proprietários não só de Branca de Neve, mas também de executores da lei. Estranhamente a Bruxa morre com o corpo de Bruxa, e não com o corpo da bela Rainha. Só os feios merecem punição. Nisso, Disney cumpriu à risca Hollywood que, por sua vez, faz o que mandamos!

A Bruxa morreria se tivesse tido tempo de se retransformar na Rainha, readquirindo seu corpo? Tempo? Os anões não se deteriam diante da Rainha, na imediata condição de súditos? Aqui abre-se mais um capítulo de nosso tempo: o da busca do autêntico. E além disso: a intensidade que percorre o povoamento de nossos dias, que são as imagens e suas provocações. Bastaria uma imagem no horizonte, com o manto e a coroa, para que os anões se contivessem.

Sobre a autenticidade, notamos que ela se torna motor do entusiasmo pelas operações estéticas de todo tipo. A reconstrução do corpo é o imperativo do histerismo, isto é, da teatralização de si. Essa ficção pessoal de alteração corporal que, inclusive, nos faz cultivar o direito à diversidade, parece apontar para o diverso não como o outro, mas como o sempre igual. O caso das pessoas trans é bem emblemático: as mutações não são pelo distinto, mas pela volta ao binarismo, às vezes condenados por algumas linhagens do feminismo. É como se o mundo da proliferação das imagens nos desse intensidades (traços, cores, formas) que, expulsas pela porta, retornam pelas janelas. Os traços buscados repõem o binarismo: mulher-trans, homem-trans. Ou seja: homem e mulher. A lei é clara: na criatividade, não crie, repita. Mas repetir, no caso, é criar. O simulacro adentra o campo: para ser real é necessária uma operação de modo a se tornar mais real. Caso a Rainha tivesse tempo, ela reporia a intensidade de sua figura emblemática, que caracterizava as divisões e hierarquias daquele mundo medieval, o mundo dos anões. A perseguição cessaria de imediato. Nem seria o caso da Rainha falar a partir da autoridade do cargo. Os discursos seriam desnecessários. Mas, o que ocorre é que a Bruxa não consegue escapulir para o interior de uma clínica de mudança de sexo, ou de corpo. Não produziu a imagem que poderia servir como redentora. Bastava voltar ao “normal” e tudo começaria a se repetir no interior do Reino. A turba de anões histéricos cederia ao histerismo próprio da condição da Rainha. Mas não deu.

O clássico de Disney, ao final, é perfeito: cria-se um atropelo sobre a bruxa. A cena é propositalmente confusa, para que o espectador e a Rainha sucumbam pela falta de tempo. Na sociedade do capitalismo atual, já como no Reino de Branca de Neve, a ida para o tempo zero, a própria “falta de tempo”, é o único juiz de tudo. Não há como “retocar a maquiagem”, não há “clínicas de mudança de sexo” imediatas. Na falta das redes sociais naquele rincão da floresta, que poderiam lançar a imagem da Rainha, e não mais da Bruxa, como a vigente, e na falta de celulares para os anões, o precipício acaba por engolir a velha. A Rainha não é derrotada. O assassinato é o da Bruxa.

O que se espera é que a repetição tome seu curso. De modo que, no dia seguinte à ida de Branca de Neve para a sua nova vida, os anões batam o ponto na mina, sem pestanejar.

Aliás, os anões se apresentam como trabalhadores do passado, do capitalismo industrial. São trabalhadores do trabalho tornado efetivamente abstrato. Cada um possui um traço psicológico, que reflete no nome. Mas é um traço de subjetividade rasa. Não existem como pessoas. Podem ser substituídos na mina por quaisquer outros. Afinal, eles substituem uns aos outros. Um se chama Mestre, mas não faz nada diferente na mina que o mais jovem, que sofre de retardo mental, também faz. Eles existem como coletivo de trabalhadores da fábrica, e só respiram algum momento de privacidade se o Outro da Rainha, Branca de Neve, está presente.

Os dois únicos tipos de trabalhadores que, para além do abstrato, para além de só digitar, podem colocar algo de seu próprio no trabalho, são aqueles que lidam com a morte ou com o sumiço de cadáveres: o caçador e os dois abutres que, no final, se encaminham para fazer o corpo da bruxa desaparecer, eles estavam esperando para comê-la. Nessas três figuras, um caçador e dois abutres, se encerra os trabalhadores do capitalismo financeirizado.

Branca de Neve, por sua vez, não se torna princesa casando-se com o Príncipe. Ela apenas reafirma a condição de Princesa. Não há ascensão social no mundo Disney. Nesse caso, o cinema não desmente a estrutura de boa parte dos mitos: o herói apenas recupera o que já era seu. Na verdade, nada poderia se fazer contra Branca de Neve. Pois se ela realmente fosse morta, a Rainha Má desapareceria como Rainha Má, não como Bruxa. Toda a estrutura de percepção do reino é dada pelo seu Outro, Branca de Neve, garantia ontológica de tudo. Por isso mesmo, Branca de Neve não funciona senão como perturbadora do mundo, o mundo que efetivamente é o Reino da Rainha Má, afinal, o único personagem com alguma vida interior, algum diálogo consigo mesmo, ainda que mediada pela voz do Espelho.

Mais um detalhe sobre Branca de Neve, para terminar: ela desaparece do Palácio real, quando da ordem da Rainha para levá-la para a floresta. E ninguém dá por sua falta. Aliás, não há outros no Reino! Nessas condições, Branca de Neve parece assumir aquela condição da fuga de si, bem descrita pelos estudos de Breton. Do nada, ela desaparece. Ela própria não reclama. Assume sua outra vida na casa dos anões. Nada mais contemporâneo que isso. Disney tinha mais coisas na mão do que ele próprio sabia.

Paulo Ghiraldelli. Professor e filósofo. Fez seu mestrado e doutorado em filosofia na USP. Fez mais um mestrados e mais um doutorado, na filosofia da educação na PUC-SP. Seu pós doutorado foi em Medicina Social na UFRJ, no grupo do médico e psicanalista Jurandir Freire Costa. Fez graduação em Filosofia no Mackenzie e em Educação Física em São Carlos, em escola posteriormente encampada pela Universidade Federal de S. Carlos (UFSCar). Possui carteira profissional de jornalista e se trabalha como escritor.


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2 comentários em “BRANCA DE NEVE, UM CONTO CONTEMPORÂNEO”

  1. Osni Winkelmann

    Em algum momento do texto me veio a lembrança de Roberta Close, a travesti que se tornou queridinha da mídia e público, e cuja característica era ser/parecer e se vestir de maneira mais feminina do que as mulheres reais (?), “de verdade”, da época.

  2. Parabéns professor, brilhante crônica!! Quem sabe no futuro, não sai um livro de crônicas filosóficas ou melhor, a filosofia em crônicas… como no passado, o conhecimento repassado de forma lúdica.

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